Quando só Restam as Palavras… (psicanalista ao som da sua época)

R$110,00

O livro “Quando só restam as palavras” propõe uma reflexão sobre a atualidade da psicanálise em um cenário contemporâneo marcado por transformações sociais, políticas e subjetivas. Em oposição aos discursos que anunciam seu declínio, no entanto, Nguyên sustenta que a psicanálise permanece indispensável, sobretudo por sua capacidade de abordar o sofrimento psíquico em sua dimensão singular, perspectiva que encontra respaldo na tradição freudiana, que compreende o sintoma como uma formação do inconsciente a ser interpretada, e não simplesmente eliminada. A psicanálise se sustenta como uma prática ética que resiste à lógica produtivista, sustentando o tempo próprio do sujeito. Em um cenário atravessado por crises sociais e políticas, a psicanálise não visa eliminar o conflito inerente à condição humana, mas oferece um espaço de elaboração simbólica, permitindo ao sujeito construir uma relação singular com seu sofrimento.

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Os psicanalistas podem muito bem se perder em conjecturas, acreditar que o sujeito saberá exercer e ouvir sua voz singular; é provável que, depois do sujeito conectado que já bloqueia a dimensão do Outro — dimensão sobre a qual Lacan precisamente construiu o espaço subjetivo —, o homem ampliado e as transformações sociais causadas pelo poder das máquinas invadirão o espaço social. Pode-se temer que os clamores exacerbados, os protestos, as oposições sejam então em vão. Para que a psicanálise possa durar, sobreviver, ela tem que enfrentar: isso necessita das respostas, em particular, sobre o que Lacan chamava desde 1968 de seus anseios, a saber, construir a economia do gozo não só no nível coletivo, social, mas no nível do sujeito, única via de preservação do desejo, do amor.
Albert Nguyên



Descrição

O livro “Quando só restam as palavras” propõe uma reflexão sobre a atualidade da psicanálise em um cenário contemporâneo marcado por transformações sociais, políticas e subjetivas. Em oposição aos discursos que anunciam seu declínio, no entanto, Nguyên sustenta que a psicanálise permanece indispensável, sobretudo por sua capacidade de abordar o sofrimento psíquico em sua dimensão singular, perspectiva que encontra respaldo na tradição freudiana, que compreende o sintoma como uma formação do inconsciente a ser interpretada, e não simplesmente eliminada. A psicanálise se sustenta como uma prática ética que resiste à lógica produtivista, sustentando o tempo próprio do sujeito. Em um cenário atravessado por crises sociais e políticas, a psicanálise não visa eliminar o conflito inerente à condição humana, mas oferece um espaço de elaboração simbólica, permitindo ao sujeito construir uma relação singular com seu sofrimento.

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Os psicanalistas podem muito bem se perder em conjecturas, acreditar que o sujeito saberá exercer e ouvir sua voz singular; é provável que, depois do sujeito conectado que já bloqueia a dimensão do Outro — dimensão sobre a qual Lacan precisamente construiu o espaço subjetivo —, o homem ampliado e as transformações sociais causadas pelo poder das máquinas invadirão o espaço social. Pode-se temer que os clamores exacerbados, os protestos, as oposições sejam então em vão. Para que a psicanálise possa durar, sobreviver, ela tem que enfrentar: isso necessita das respostas, em particular, sobre o que Lacan chamava desde 1968 de seus anseios, a saber, construir a economia do gozo não só no nível coletivo, social, mas no nível do sujeito, única via de preservação do desejo, do amor.
Albert Nguyên

Informação adicional

Peso0,382 kg
Dimensões22 × 16 × 2 cm

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